A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) encomendou um estudo para avaliar a possibilidade de vender suas ações remanescentes à iniciativa privada. O movimento, realizado em um momento de estabilidade e boa fase financeira da empresa, tem gerado preocupação entre parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
Deputados articulam a criação de uma comissão especial para acompanhar de perto os próximos passos da estatal, com o objetivo de garantir transparência e fiscalização sobre o processo. Além disso, a deputada Marina do MST (PT) apresentou um pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as motivações e impactos da possível operação.
Paralelamente, o deputado Luiz Paulo (PSD) e a Comissão de Saneamento da Alerj, presidida pelo deputado Jari Oliveira (PSB), protocolaram um pedido de liminar no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) para suspender o acordo em que a Cedae aceitou pagar R$ 900 milhões à concessionária Águas do Rio.
O debate sobre o futuro da companhia continua em pauta na Alerj e deve se intensificar nas próximas semanas, à medida que o estudo técnico avançar e novos detalhes sobre o contrato vierem a público.
