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Irã corta laços práticos com agência nuclear da ONU e desafia sanções da comunidade internacional

Ao suspender o “acordo do Cairo”, Teerã mostra que não pretende facilitar a fiscalização internacional, mesmo diante da retomada das sanções da ONU.

O Irã decidiu suspender a colaboração prática com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), declarando o fim do chamado “acordo do Cairo” assinado em agosto — um pacto que já nasceu condenado à fragilidade. O ministro das Relações Exteriores, Abas Araqchí, deixou claro que a decisão foi motivada pela restauração das antigas sanções da ONU, impulsionadas pela França, Alemanha e Reino Unido, que enxergam no programa nuclear iraniano uma ameaça que precisa ser contida a qualquer custo.

Com isso, o Irã não apenas fecha a porta para inspeções internacionais mais rigorosas, como também impõe condições unilaterais para qualquer futura fiscalização — restringindo as ações da AIEA ao que o Parlamento iraniano e o Conselho Supremo de Segurança do país aceitarem. Na prática, é uma barreira que coloca em xeque qualquer transparência e alimenta suspeitas sobre as verdadeiras intenções de Teerã.

Araqchí tenta suavizar o golpe dizendo que ainda existem “algumas formas de cooperação técnica”, mas o recado é claro: o Irã não vai abrir mão de seu programa nuclear e segue disposto a desafiar o que chama de “interferências externas”. A tal “linha vermelha” do enriquecimento de urânio para fins pacíficos, para muitos críticos, é só uma desculpa para manter atividades que desrespeitam acordos internacionais.

O histórico recente não ajuda: o “acordo do Cairo” surgiu num momento tenso, após o conflito de 12 dias com Israel e ataques de forças israelo-americanas em instalações iranianas, numa tentativa clara de limitar o avanço do programa nuclear do país. Mas as condições impostas pelo Conselho de Segurança da ONU, que agora voltaram a vigorar, deixaram Teerã em posição de ruptura, reforçando o impasse que só agrava a instabilidade no Oriente Médio e no mundo.

Ao colocar na mesa a carta da soberania e negar cooperação efetiva, o Irã joga pesado numa partida em que a comunidade internacional parece não ter respostas eficazes — e onde a escalada das tensões pode ter consequências imprevisíveis.

By Direto da Redação

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