O Brasil enfrenta um novo capítulo preocupante na circulação do vírus mpox em 2026, e autoridades de saúde soam o alerta diante da detecção vários casos em alguns estados — incluindo o estado do Rio de Janeiro.
Uma nova cepa recombinante do vírus da mpox foi identificada em dois casos detectados no Reino Unido e na Índia. Segundo a Organização Mundial da Saúde, esses registros indicam que o vírus pode estar circulando mais amplamente do que o documentado até agora. Apesar disso, a avaliação global de risco permanece inalterada.
Segundo dados atualizados pelo Ministério da Saúde, ao menos 48 pessoas já foram diagnosticadas com mpox no país neste ano, com casos distribuídos por diferentes estados. A doença, antes conhecida como varíola dos macacos, voltou a circular de forma sustentada mesmo após a pandemia global que marcou 2022–2023.
A situação é particularmente alarmante na Região Sudeste, onde a maior parte das notificações está concentrada — São Paulo lidera com dezenas de infecções confirmadas, seguido pelo Rio de Janeiro, que já registrou pelo menos 3 casos confirmados em 2026, com outras notificações sob investigação pelas vigilâncias estaduais.
Especialistas alertam para um aumento no número de casos nos próximos dias, especialmente após eventos com grande aglomeração de pessoas, como as festas de Carnaval, que podem acelerar a transmissão do vírus.
O Ministério da Saúde informa que predominam quadros clínicos leves ou moderados, mas ressalta que a doença pode se manifestar com erupções cutâneas, febre, dor no corpo e linfonodos inchados. Diante dos sintomas, recomenda-se procurar atendimento médico imediatamente e evitar contato próximo com outras pessoas até confirmação diagnóstica.
Apesar de o número de casos em 2026 ser menor do que o observado em períodos anteriores, a circulação contínua do vírus — somada à sua presença em diversos estados brasileiros — mantém as autoridades em alerta máximo para a possibilidade de transmissão comunitária crescente no país.
