Uma professora de música de 33 anos na Mandurah — região ao sul de Perth, Austrália — deu à luz recentemente a um bebê que, segundo investigação policial, teria sido concebido com um de seus próprios alunos. O caso, que ganhou ampla repercussão na mídia australiana e internacional, envolve acusações graves de abuso sexual contra menores.
Identificada pela polícia como Naomi Tekea Craig, a professora foi presa no início de janeiro por suspeita de múltiplos crimes relacionados a abuso sexual infantil e posse de material de exploração sexual. Exames de DNA ligados às apurações indicam que um dos estudantes — menor de idade à época dos fatos — é o pai da criança recém-nascida.
Craig, que era casada e já tinha uma filha nascida em 2022, enfrentou inicialmente várias acusações, incluindo conduta sexual persistente com uma criança e penetração sexual de um menor de 13 anos sob sua responsabilidade. As investigações abrangem episódios ocorridos entre 2024 e 2025 enquanto ela estava em exercício na Frederick Irwin Anglican School, onde atuava como docente.
Após sua prisão, ela compareceu à Justiça, onde admitiu sua culpa em diversas das acusações que lhe foram imputadas. O caso foi descrito por autoridades australianas como “extremamente sério” e parte de esforços contínuos para combater crimes sexuais envolvendo menores.
Além do impacto jurídico, o episódio gerou ampla discussão pública sobre a segurança de menores em ambientes de ensino, a responsabilidade de instituições escolares em prevenir abusos e a necessidade de políticas mais rígidas de proteção infantil. Autoridades e especialistas apontam que casos como este sublinham a importância de medidas de prevenção e de acompanhamento contínuo de profissionais que atuam com crianças e adolescentes.
