O Governo do Estado do Rio de Janeiro iniciou uma ampla auditoria na administração pública estadual e a área da Saúde está entre os principais alvos da revisão. A medida foi determinada pelo governador em exercício, Ricardo Couto, que anunciou um verdadeiro “pente-fino” em contratos, cargos comissionados e despesas consideradas sensíveis dentro das secretarias estaduais.
Segundo o decreto publicado pelo governo, todas as secretarias, autarquias e fundações estaduais terão que apresentar relatórios detalhados sobre contratos assinados nos últimos 12 meses, gastos superiores a R$ 1 milhão, número de servidores, terceirizados e licitações em andamento. A auditoria também vai investigar contratos realizados sem licitação ou por dispensa emergencial.
Na área da Saúde, o clima é de “vigilância máxima”. A Secretaria Estadual de Saúde passou por mudanças estratégicas e entrou na mira da revisão administrativa, principalmente por conta do histórico de escândalos envolvendo desvios de recursos públicos e suspeitas de irregularidades em contratos milionários ao longo dos últimos anos.
De acordo com informações divulgadas pelo governo, mais de 1.500 servidores já foram exonerados em diferentes setores da administração estadual desde o início da auditoria. A expectativa é que novas exonerações e revisões contratuais aconteçam nas próximas semanas conforme os trabalhos internos avancem.
O governo afirma que a medida busca reduzir despesas e reorganizar as contas públicas diante do déficit fiscal bilionário enfrentado pelo estado. Entre os focos da auditoria estão justamente órgãos considerados estratégicos e historicamente envolvidos em denúncias e investigações, como a Saúde.
