A equipe jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou neste sábado (22) um pedido junto ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando que sua esposa, Michelle, e seus filhos possam visitá-lo na prisão.
O pedido ocorre no mesmo dia em que Bolsonaro teve sua prisão preventiva determinada, após a Polícia Federal identificar risco de fuga e indícios de descumprimento das medidas cautelares, incluindo a tentativa de manipulação da tornozeleira eletrônica que usava desde julho.
A decisão sobre a autorização das visitas ainda está sob análise de Moraes. Parlamentares aliados, como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), criticaram a detenção, argumentando que ações como essa indicam um Judiciário cada vez mais intervencionista e político.
O caso ressalta a tensão institucional e a polarização política que cercam Bolsonaro desde o início de seu mandato, colocando em evidência os limites entre medidas judiciais e a liberdade de um ex-presidente.
A prisão de Bolsonaro tem gerado reações políticas intensas. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou a ação em suas redes sociais, alegando que decisões como essa transformam o Judiciário em um “instrumento de perseguição” e descrevendo o episódio como um teste aos limites da autoridade do Estado sobre cidadãos e políticos.
A determinação de prisão preventiva pela Polícia Federal, segundo Moraes, se justificou pelo risco de fuga do ex-presidente e por indícios de atividades suspeitas, incluindo a convocação de eventos públicos por aliados e uma tentativa admitida de manipulação da tornozeleira eletrônica. A ação põe em evidência o clima de polarização política que acompanha o ex-presidente desde o início de seu mandato.
