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Ato liderado por Malafaia reúne aliados do ex-presidente em defesa dos condenados pelos ataques às instituições

Por Karoline Cavalcante

Na tarde desta terça-feira (7), apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se reuniram em Brasília para uma manifestação em defesa da anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023. A mobilização, batizada de “Caminhada pela Anistia”, teve início no Complexo Cultural da República e seguiu em direção ao Congresso Nacional, passando pela Esplanada dos Ministérios.

O ato, convocado pelo pastor Silas Malafaia, contou com a presença de figuras políticas alinhadas ao ex-presidente, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Também participaram parlamentares da bancada bolsonarista, entre eles os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG), Alberto Fraga (PL-DF) e Joaquim Passarinho (PL-PA).

Durante o evento, Malafaia fez duras críticas ao que classificou como tratamento desigual dado aos envolvidos no 8 de janeiro de 2023 — quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes — em comparação a outros protestos.

“Em 2017, a esquerda tacou fogo no Ministério da Agricultura e feriu vários policiais. Ninguém foi preso. No dia 8 de janeiro, não teve um policial ferido. Era trabalhador, mulher de casa, gente em manifestação. E agora estão sendo condenados a 14, 15, 16 anos de prisão?”, iniciou. “É uma farsa, uma perseguição política disfarçada de justiça. Deus tenha misericórdia dessas pessoas. A minha oração é: Deus, manifeste a tua justiça no Brasil contra esses homens injustos e perversos”, completou o pastor.

Em seu discurso, o líder Partido Liberal no Senado, Carlos Portinho (RJ), destacou o apoio a Bolsonaro e aos que, segundo ele, estão sendo perseguidos politicamente.

“Estamos aqui por aqueles que estão presos e não podem falar, por aqueles que estão exilados, por Bolsonaro, o maior líder da direita desse país. Libertem Bolsonaro e libertem o Brasil”, declarou.

O deputado Gustavo Gayer (PL-GO) elogiou o esforço dos participantes. “Eu sei que para estarem aqui agora, vocês estão colocando o emprego em risco. Muitos vieram de longe, fizeram vaquinha, alugaram ônibus, dividiram a gasolina. Mas não deixaram de vir porque esta é uma causa maior”, afirmou.

Segundo ele, a manifestação é “uma caminhada pacífica, pelas famílias que foram presas, pelas vidas destruídas, pelas pessoas inocentes que estão pagando o preço por fazerem o que estamos fazendo agora: caminhar pacificamente.”

Já o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) destacou o simbolismo da manifestação. “Essa é diferente. Porque mostra que nós estamos fazendo exatamente o que eles não queriam que fizéssemos: continuar. Aqui está um povo que chora, que usa verde e amarelo, que sabe o valor de lutar por quem não tem voz”, afirmou.

Em tom emotivo, o parlamentar relembrou o nascimento recente de sua filha para se solidarizar com os familiares dos presos. “Pensei em todas as famílias que estão há tanto tempo longe dos seus filhos. Quem é pai e mãe sabe o que é isso. É por essas pessoas que estamos aqui.”

Ferreira também criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes ao afirmar que Bolsonaro está sendo perseguido “por um miserável e covarde”.

Os manifestantes começaram a chegar ao local por volta das 15h, e a caminhada foi iniciada por volta das 17h, seguindo pela alameda José Sarney. A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal ainda não divulgou uma estimativa oficial de público presente.

By Direto da Redação

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