No dia 11 de fevereiro, a Baixada Fluminense passa a contar com uma das maiores estruturas voltadas ao tratamento oncológico da região: o Onco Baixada. O instituto, já concluído, tem capacidade anunciada para atender mais de 5 mil pacientes por mês, reunindo consultas especializadas, acompanhamento clínico, quimioterapia, radioterapia, leitos de internação, enfermaria e uma UTI equipada para casos de alta complexidade.
Instalado em uma área que equivale a quase dois campos do Maracanã, o novo centro funciona ao lado do Rio Imagem Baixada, considerado o maior complexo de exames de imagem da América Latina, às margens da Via Dutra, próximo à entrada de Nova Iguaçu. A localização estratégica busca responder a uma demanda histórica da região, marcada pela escassez de serviços de alta complexidade em saúde.
A expectativa é que a unidade reduza deslocamentos longos e o tempo de espera enfrentado por pacientes oncológicos da Baixada, que hoje dependem, em muitos casos, de atendimento na capital ou em outras regiões do estado. Especialistas alertam, no entanto, que a efetividade do serviço dependerá da manutenção de equipes completas, insumos regulares e gestão contínua — desafios recorrentes na rede pública de saúde.
O governo do Estado aponta a inauguração como um avanço na descentralização do tratamento do câncer. Para a população, a entrega do Onco Baixada representa mais do que uma obra: é a promessa de acesso digno, rápido e contínuo a um serviço essencial, onde cada atraso pode significar risco à vida.
