O governo brasileiro assinou, nesta quarta-feira (7), um contrato de R$ 1,7 bilhão (aproximadamente US$ 320 milhões) com o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) — o banco dos países do BRICS — para viabilizar a construção do primeiro hospital inteligente do Sistema Único de Saúde (SUS). A cerimônia ocorreu no Palácio do Planalto, em Brasília, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e da presidente do NDB, Dilma Rousseff.
Batizado de Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI), o hospital será erguido no complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo (SP), e deve ser entregue até 2029, segundo projeções oficiais. A nova unidade terá cerca de 800 leitos, incluindo UTIs automatizadas, atendimento de urgência e emergência, neurologia e assistência especializada, com capacidade para atender cerca de 200 mil pacientes por ano.
O projeto faz parte da recém-anunciada Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS, que prevê um investimento total de R$ 4,8 bilhões em tecnologia, conectividade e serviços de saúde de alta precisão em todo o país. A iniciativa inclui também 14 UTIs inteligentes interligadas nas cinco regiões brasileiras e a modernização de unidades hospitalares de referência.
Segundo o Ministério da Saúde, o hospital inteligente será um marco na transformação digital da saúde pública no Brasil, integrando ferramentas como inteligência artificial, telemedicina, sistemas preditivos e ambulâncias conectadas por tecnologia 5G. A expectativa das autoridades é que essas inovações otimizem o fluxo de pacientes, reduzam o tempo de espera por atendimento e elevem o padrão de qualidade dos serviços oferecidos pelo SUS.
O presidente Lula afirmou na cerimônia que a iniciativa representa um avanço significativo para a saúde pública, com foco na inclusão e no acesso à tecnologia para toda a população. “Precisamos garantir que o povo mais humilde não seja invisível”, disse, reforçando o compromisso de ampliar a qualidade e a eficiência dos serviços de saúde.
Com financiamento assegurado em tempo recorde após articulação do Ministério da Saúde com o banco internacional, o primeiro hospital inteligente público do Brasil marca o início de uma nova era para o SUS, com potencial de servir de referência nacional e modelo para outros países em termos de assistência digital e integrada
