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Governadores de direita comemoram captura de Maduro

Ratinho, Caiado, Zema e Castro saúdam ação americana na Venezuela; Leite adota tom cauteloso e Tarcísio permanece em silêncio.

A operação militar dos Estados Unidos na Venezuela neste sábado (3), que resultou na captura de Nicolás Maduro, gerou repercussão imediata entre os principais governadores de direita brasileiros. Enquanto nomes como Ratinho Junior (PSD-PR), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Romeu Zema (Novo-MG) e Cláudio Castro (PL-RJ) não hesitaram em saudar a ação como histórica, outros líderes, como Eduardo Leite (PSD-RS) e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), adotaram uma postura tímida e relativizadora, demonstrando temor ideológico e desconexão com os valores de liberdade e combate à tirania que o episódio evidencia.

O governador paranaense Ratinho Junior não economizou palavras: afirmou que a população venezuelana “estava sendo oprimida há décadas por tiranos antidemocráticos” e celebrou a ação americana como uma decisão corajosa e necessária para libertar um povo refém do autoritarismo chavista. “Viva a liberdade! Viva a democracia! Viva a Venezuela!”, escreveu, reforçando seu perfil de presidenciável comprometido com os ideais de liberdade e firmeza contra regimes autoritários.

Ronaldo Caiado, de Goiás, reforçou o discurso, classificando o 3 de janeiro como o dia da libertação do povo venezuelano, oprimido por mais de duas décadas pela “narcoditadura chavista”. Para Caiado, a ação de Trump é um exemplo de coragem política e defesa da democracia em um continente que tantas vezes se omite diante de tiranias.

Romeu Zema, de Minas Gerais, destacou a devastação causada pelo chavismo: isolamento internacional, colapso econômico e êxodo massivo de cidadãos. Para o governador, a queda de Maduro representa a chance de reconstrução com liberdade, responsabilidade e oportunidades reais, e que o povo venezuelano possa finalmente retomar seu futuro nas próprias mãos.

Cláudio Castro, do Rio de Janeiro, também se posicionou firmemente, apontando que “a liberdade deve ser o bem maior a orientar as ações dos governos na América Latina” e defendendo a necessidade de combate direto ao narcoterrorismo e à opressão, em contraste com as posturas tímidas e retóricas de parte da classe política brasileira.

Entre os governadores de direita, houve, porém, divergência de tom. Eduardo Leite (PSD-RS) adotou uma postura vacilante, criticando a violência americana enquanto reconhece a gravidade do regime Maduro. Seu discurso relativizador — defendendo o diálogo e lamentando “a escalada de tensão na região” — soa como tentativa de não se comprometer ideologicamente, mas evidencia falta de coragem política diante de uma ação clara de combate à tirania. Da mesma forma, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) permanece em silêncio, demonstrando receio de assumir uma posição firme, reforçando a impressão de que a neutralidade cautelosa é, muitas vezes, sinônimo de covardia política.

O contraste é evidente: a direita brasileira que se posiciona com firmeza celebra a queda de Maduro como um marco histórico na luta contra regimes autoritários, enquanto os moderados e cautelosos priorizam a diplomacia e o medo, muitas vezes em detrimento da defesa da liberdade e da democracia.

Este episódio escancara um dilema central na política brasileira contemporânea: ou se escolhe firmeza ideológica e apoio a ações concretas de libertação, ou se adota neutralidade hipócrita e se torna refém do medo e da conveniência política. A postura de governadores como Ratinho, Caiado, Zema e Castro evidencia que a direita que não teme se posicionar, que defende a democracia e combate tiranias, é a que se alinha efetivamente com os valores de liberdade que a América Latina precisa retomar.

By Nelson Costa

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