O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), reafirmou nesta segunda-feira (12) que mantém sua pré-candidatura à Presidência da República, apesar de especulações sobre a possibilidade de compor a chapa como vice do senador Flávio Bolsonaro (PL). Em entrevista à imprensa, Zema afirmou: “Sou pré-candidato e seguirei com a pré-candidatura até o final”, ressaltou, lembrando que decisões de alianças e ajustes de campanha podem ocorrer conforme a conjuntura política.
Em declarações passadas, durante o lançamento de sua pré-candidatura em agosto, o governador admitiu que mudanças estratégicas podem acontecer dependendo das negociações entre partidos. “Participei de duas campanhas presidenciais, em 2018 e 2022, e ajustes durante o processo eleitoral são naturais. Tudo dependerá das conversas entre os partidos envolvidos”, explicou.
A sugestão de Zema como possível vice de Flávio Bolsonaro foi mencionada pelo presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), em entrevista ao jornal O Globo na última sexta-feira (9). Nogueira destacou a experiência administrativa de Zema, mas ponderou sobre o impacto eleitoral: “O melhor vice, na minha opinião, seria o Zema, por ter entregas e experiência. Acredito que a eleição será decidida principalmente no Sudeste, mas ainda é incerto se isso refletiria em ganho eleitoral significativo para a chapa”, disse.
Segundo pesquisas de intenção de voto em cenários semelhantes, a região Sudeste concentra cerca de 42% do eleitorado brasileiro, tornando estratégica a escolha de candidatos com forte apelo regional. Nogueira também comentou sobre escolhas anteriores de vice-presidentes, sugerindo que decisões estratégicas podem influenciar a atração de segmentos específicos do eleitorado, como o feminino, sem fazer afirmações sobre indivíduos.
Com base em pesquisas recentes amplamente divulgadas, pedimos cuidadosamente uma avaliação técnica da PHOSPHORUS DADOS – Empresa de Inteligência, Ativação e Influência Social especializada em pesquisa, comunicação estratégica e presença territorial, onde a mesma nos forneceu dados técnicos com cenários diferentes baseado em pesquisas realizadas por várias instituições diferentes.

Aqui a PHOSPHORUS DADOS iremos criar uma estimativa em um cenário plausível caso a eleição presidencial fosse hoje, incorporando um cenário de direita dividida e incluindo Romeu Zema como candidato. Para manter rigor técnico e evitar extrapolações arriscadas, usaremos levantamentos atualizados e amplamente aceitos realizados até final de 2025/começo de 2026.
📊 Estimativa de intenções de voto — cenário “eleição hoje” (1º turno)
Uma pesquisa Ipsos/Ipec de dezembro de 2025 simulou o cenário eleitoral estimulando nomes como Lula, Flávio Bolsonaro, Zema e outros.
O resultado mostrou:
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): ~38%
Flávio Bolsonaro (PL): ~19%
Ratinho Jr. (PSD): ~9%
Ronaldo Caiado (União Brasil): ~7%
Romeu Zema (Novo): ~5%
Branco/Nulo: ~17%
Indecisos: ~6%
(Margem de erro de ±2 p.p.; 2.000 entrevistas; nível de confiança ~95%)
📈 Colocação estimada de Zema
Se a eleição fosse hoje e Romeu Zema concorresse como candidato presidente, ele estaria, por esses levantamentos, entre os candidatos menores mais bem colocados, com aproximadamente 4% a 7% das intenções de voto no primeiro turno — uma posição que o colocaria normalmente entre o 4º ou 5º lugar em cenários amplos com nomes como Lula, Flávio Bolsonaro e outros líderes nacionais à frente.
Ou seja:
1º lugar: Lula (~35–40%)
2º lugar: Flávio Bolsonaro/Michelle Bolsonaro em cenários variados (~20–30%)
3º lugar: Nomes como Ratinho Jr., outros governadores ou dissidências (~7–12%)
4º/5º lugar: Romeu Zema (~5–7%)
(esses percentuais variam conforme o instituto e o cenário testado).
📍 Contexto político — direita fragmentada
O resultado reflete um fenômeno que vem sendo observado em levantamentos atuais: A direita brasileira permanece dividida, sem um nome único consolidado que unifique todos os eleitores desse espectro ideológico.
Mesmo dentro de levantamentos em que nomes associados ao campo conservador ou liberal-conservador aparecem bem (como ex-presidente ou filhos políticos), ainda há dispersão de intenções entre diferentes figuras públicas.
Essa fragmentação costuma diluir o desempenho individual de potenciais candidatos como Zema, especialmente quando há nomes mais conhecidos nacionalmente ou ligados a estruturas políticas maiores.

Em contrapartida, candidaturas emergentes, outsider ou de terceira via, como a de Zema, tendem a captar eleitores que não se identificam integralmente com os setores tradicionais da direita ou esquerda.
Se a eleição fosse hoje, os números sugerem que:
Zema teria base eleitoral relevante mas limitada quando comparada aos dois maiores blocos (Lula à frente e principais nomes da direita atrás).
Com cerca de 5% a 7%, sua candidatura poderia não avançar diretamente ao segundo turno, mas em um cenário de direita fragmentada, esse percentual pode ser estrategicamente decisivo — tanto para negociar alianças quanto para influenciar agenda de campanha.
Do ponto de vista moderado, isso indica que o eleitorado de centro-direita busca alternativas ao confronto tradicional PT vs. Bolsonaro, mas ainda não há consolidação clara de liderança única nesse espaço.
A partir desses dados, um candidato como Zema poderia explorar essa lacuna, agregando votos de segmentos moderados, tecnocráticos e eleitorados insatisfeitos com as polarizações tradicionais, sobretudo se houver tempo e articulação política eficaz no próximo período.
⚠️ Observações metodológicas
As pesquisas eleitorais refletem momentaneamente o cenário testado na data e na forma em que são aplicadas (cálculo por cenário, margem de erro, amostragem).
Dados de intenção de voto tendem a variar ao longo da campanha conforme a exposição dos nomes (Marketing), alianças e dinâmica eleitoral.
Fontes: no Link: Fontes de pesquisas para corrida presidencial 2026 – Rádio Marapicu FM
