Nos últimos dias, Michelle Bolsonaro voltou a ocupar o centro das atenções da política nacional. Entre mensagens publicadas nas redes sociais, mudanças na estrutura do Partido Liberal (PL) e declarações de aliados, a ex-primeira-dama passou a ser vista como uma das principais lideranças da direita para as eleições de 2026.
A movimentação ocorre justamente em um momento de forte pressão sobre o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Um barraco feio teria rolado no condomínio Solar em Brasília, entre ex-presidenciável e ex-primeira-dama. Jair Bolsonaro teria mandado Michelle Bolsonaro desistir da candidatura ao Senado pelo Distrito Federal nas eleições de 2026, após uma discussão familiar ouvida por vizinhos e policiais.
Jair Bolsonaro estaria enfrentando um quadro de depressão agravado por conflitos familiares entre sua esposa e seu filho Flávio; Michelle Bolsonaro foi criticada por divulgar um vídeo polêmico, o que teria prejudicado a pré‑campanha de Flávio. Paulo Figueiredo, aliado da família, também foi alvo de críticas por declarações controversas, como dizer que “mulheres votam mal”, Michelle elogia pauta de Lula, Valdemar da Costa Neto, presidente da sigla, sendo investigado por causa de verbas públicas, usou uma fala considerada machista para justificar uma decisão referente a Michelle: “Você sabe como é mulher, né? Arruma um enguiço com vinte [pessoas]”, Bolsonaro teria confidenciado a aliados que considera Michelle “incontrolável”, lembrando episódios anteriores em que ela impôs sua vontade política, como na escolha de Damares Alves para o Senado em 2022.
Damares Alves, próxima de Michelle, estaria envolvida em um grupo informal chamado “Confraria Damaroca”, o que reforça sua aliança com a ex‑primeira‑dama contra Flávio Bolsonaro, além de Damaris já dá para perceber o posicionamento também do deputado federal Nicolas Ferreira (PL) com relação a Michelle. A disputa interna no clã Bolsonaro tem gerado crises políticas e pessoais, com repercussões na pré‑campanha de Flávio e no estado emocional do ex‑presidente que na última semana escreveu uma carta pedindo a união de toda a direita brasileira.

Além da briga feia onde vizinhos flagram tudo: “Você quer que eu fique mais 27 anos preso?” Disse Bolsonaro a Michelle, deixando vizinhos de orelha em pé ouvindo tudo, mostrando que a fofoca não tem classe social. Já a ex-primeira dama desceu a lenha e botou o dedo na ferida de Jair Bolsonaro: “Cônjuge acima de tudo” , Michelle Bolsonaro usou uma mensagem religiosa no dia 9 de julho, em meio ao contexto de sua saída do PL Mulher e às declarações controversas de Valdemar da Costa Neto, compartilhado nos Stories do Instagram um vídeo do pastor Cláudio Duarte, que defende que o cônjuge deve estar “acima de tudo, menos de Jesus”. O discurso do pastor faz referência ao lema de Jair Bolsonaro — “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.
“Então, se você não tá disposto a colocar o cônjuge como uma pessoa principal na sua vida depois do casamento, você não tá pronto para casar, o cônjuge vai tá acima dos pais, acima do trabalho, acima de tudo. O cônjuge tá até acima da igreja”, disparou, com a ressaldva de que “ele só não está acima de Cristo, então, se quem não está pronto para botar o cônjuge acima de tudo, somente abaixo de Deus, ele não está pronto”, finalizou. A mensagem vem como uma indireta bem direta às atitudes recentes do marido.
Grupo enfrenta sequência de desgastes
A nova fase política também acontece em meio a uma sucessão de episódios que mantêm aliados de Jair Bolsonaro no centro do noticiário. Entre eles estão as investigações que atingem dirigentes do PL, operações da Polícia Federal envolvendo aliados políticos e os desdobramentos dos processos judiciais que têm o ex-presidente como réu ou condenado em diferentes ações, todas ainda sujeitas aos recursos previstos em lei.
As declarações recentes do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, também chamaram atenção ao sugerir que o estado de saúde de Bolsonaro estaria diretamente ligado à prisão domiciliar, afirmação que gerou ampla repercussão política e agora todos é pego de surpresa com o bloqueio de até R$ 119 milhões em bens do próprio presidente nacional do PL, Valdemar, que está sendo investigado em um inquérito que apura supostos desvios de recursos públicos por meio de emendas parlamentares, Zé Trovão (PL-SC) está em conflito com os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O parlamentar tem trocado acusações com Eduardo e Jair Renan Bolsonaro nas redes sociais desde que acusou o ex-presidente de ter sido “covarde” em 2022 ao não admitir a derrota no pleito daquele ano. “Tinha que ter falado: ‘Perdi as eleições. Seja de maneira democrática ou não, perdi as eleições’. Vai para casa”, disse Trovão.
Michelle ganha espaço próprio
Enquanto Bolsonaro enfrenta desafios jurídicos e políticos, Michelle vem ampliando sua presença no debate público. Pesquisas divulgadas nos últimos meses a colocam entre os nomes mais lembrados pelo eleitorado conservador, principalmente mulheres, lideranças da direita têm defendido maior participação da ex-primeira-dama nas articulações para 2026.
Sem confirmar qualquer candidatura, Michelle continua adotando uma postura de forte presença nas redes sociais e em eventos públicos, reforçando sua influência junto ao eleitorado conservador. Com a sucessão de acontecimentos, cresce a percepção de que o futuro político da direita poderá depender não apenas das decisões judiciais envolvendo Jair Bolsonaro, mas também da capacidade de novas lideranças ocuparem espaço no cenário nacional.

